segunda-feira, 23 de setembro de 2013

how I met your mother

Crianças, não podem se apegar ao passado, porque não importa quão forte você segurar... ele já se foi.

- penúltimo episódio da oitava temporada.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

poema sobre o abandono



Eu deixei de escrever.
Meus lápis,  aqui parados nesta escrivaninha
tal qual este nó na garganta.
Eu não sei por onde (re)começar.



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É o  que gosto de chamar de intervalo entre alegrias por mais que acredite que sem o amargo o doce não seria tão doce venha, felicidade, acabe com o meu recreio que já lanchei todo o pão que o diabo amassou.

domingo, 17 de março de 2013

sobre a demolição de um reino nem tão tão distante

 
  
Era um prédio comercial, cheio de mercadorias e movido pela lei da oferta e da procura.
No entanto, era também uma segunda casa, senão a primeira; pois foi ali em que passei minha infância - brincando no estoque em meio a caixas de papelão que se faziam de castelos e labirintos para onde eu viajava nas tardes depois da escola.
Posso dizer que foi ali em que aprendi grande parte do que eu sei sobre a vida tendo contato com pessoas simples e magníficas com suas histórias repletas de sabedoria
Os 20 anos de história de uma loja confundem-se tanto com os meus 20 anos vividos que vê-la sendo demolida é como se demolissem também parte de mim.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

a inércia e o parabrisa


Difícil parar se o corpo é inercialmente jogado contra o parabrisa.
Todos os sonhos estatelam-se junto ao corpo frio. Restam-se apenas cacos e chega a hora da escolha entre a cola e o nada.
A rotina toda diz: fica, vai continuar ruim, mas fica...
É tão pouco que não dá pra aceitar como foi restar apenas isso. Economizara tanto o tempo e os amigos, sentira lentamente a brisa. Não tivera pressa nem para o amor.
Talvez a vida exija mesmo urgência.
Ela não quer ou pode ser morna e nada mais perto de senti-la ferver do que durante o impacto com o parabrisa.
Recomece.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Merecia uma fotografia:



desembarcando da estação Ana Rosa do metrô, uma moça pequenininha levava seus saltos na mão e enormes havaianas nos pés. Em seu pescoço havia o braço de um moço alto e descalço. Ambos sorriam no congestionamento das 18h.


sábado, 29 de setembro de 2012

alegria alegria


Tem épocas em que a doçura tem poucas calorias.
Mas eu também sou feita de deixar de ser
e reencontro comigo e com uma nova bomba de carboidratos.

Sempre Jujuba pois a essência permanece

e mais uma vez a solidão se sentiu só.


 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A minha lira dos vinte anos



Certa vez uma sábia com o dobro de tal idade me disse ter percebido que vivera tudo novamente e que as oportunidades únicas voltam se forem mesmo importantes.

Mas quando se tem vinte anos a vida parece que só vai acontecer desta vez

e tudo o que se deixa pra depois nunca chegará, nunca acontecerá.

A gente tem completa noção de que nada, realmente nada vai durar pra sempre

e deseja tão forte que isso seja mentira dos mais velhos e mais amargurados.

Por isso insiste tanto, quebra tanto a cara, ouve tanto Belchior pra se sentir compreendida.

E vai porque tem que ir, sofrendo porque sente que quando voltar
se voltar já não terá a mesma rotina tão criticada e amada.

Vive e ri e chora e sente como se fosse a última vez sempre,

há sempre mais uma última vez.

Deseja profundamente qualquer coisa leve e a qualquer coisa que já foi leve se apega.

Talvez mude o mundo, talvez amanhã.

Quando se tem vinte anos, 2 anos parece mudar tudo enquanto que na infância valia apenas uma brincadeira na rua.


 

cada um com sua Itabira

o que você faz entre o almoço farto e o fantástico?
cochila? morre de tédio 3 vezes? namora no sofá vendo faustão? joga FreeCell?
engole uma bomba de carboidratos?

todas as opções e ainda lhe sobram horas?

é, Drummond, eta vida besta!